#EconoCrônica – Pesando a Mão no Photoshop

Meninas, vou inaugurar aqui uma categoria que sempre gostei de fazer rs…adoro escrever desde sempre, queria ser jornalista rs, mas nao deu certo…entao como tenho esse espaço, vou começar a postar alguns textos que escrevo rs…me digam se gostam, ou devo manter os textos só para eu mesma!  rs!

Vamos ao primeiro texto?

#EconoCrônica

Pesando a Mão no Photoshop

 Se tem algo que tenho uma relação bipolar, isso se chama Photoshop. Porque bipolar? Porque sei que todos usam, mas mesmo assim fico tentando comparar meu corpo com todos os corpos “photoshopados” e me baseio em corpos irreais.

E fico me perguntando porque esse uso exagerado! Antes ele se resumia somente a revistas e editoriais de moda pra internet, mas com a massificação de blogs e a diversidade de aplicativos “milagrosos”, parece que quase ninguém é real.

As pessoas tem pele de boneco de cera, dentes mais brancos que o Ross do Friends, cinturinhas mais finas que a Barbie e bumbum que parecem duas maçãs da Branca de Neve de tão lisos e sem imperfeições.

Porque? Ninguém na vida real é assim. Tirando 0.01% da população que nasceu iluminado. E porque nós agimos como sadomasoquistas e gostamos de sofrer olhando tudo isso né?

Acho que um mundo onde as pessoas podem ser lindas, elegantes, charmosas sem exageros digitais seria mais agradavel a todos. Tanto para pessoa que finge ser quem não é quanto para todos os outros expectadores das manipulações. Não digo para abolirmos uso de maquiagens, de secadores de cabelo, de roupas que favorecem nossos pontos fortes, digo para abolirmos o excesso dessa louca e incontrolavel manipulação digital.

Eu não sei nem mexer nesses editores – até melhor, porque vai que me “apaixono” pela minha versão retocada rs. Prefiro esconder meus errinhos e imperfeições e me transformar na mesma pessoa virtual e real, até porque não quero matar ninguem de susto quando encontrar pessoalmente.

Gostaria de pedir que as pessoas parassem com esse exagero. Somos lindas a nossa maneira, com nossas olheiras semi escondidas pela maquiagem, com o nosso culote que tentamos esconder com roupitchas mais largas, com nosso cabelo que não é tão brilhante, mas é real e com certeza super cheiroso, com nossos dentes ainda que meio tortinhos e amarelados, somos lindas sendo o que somos.

Vamos achar graça nos defeitinhos das outras e dar dicas de como melhorar, e não crucificar a cada fio de cabelo fora de lugar ou uma gordurinha saltando da calça.

Ser solidária aos pequenos defeitos – e também as grandes qualidades dos outros-  com toda certeza irá ajudar a minimizar esse exagero tão disseminado no mundo virtual.

#maisamor #menosphotoshop

Adora escrever sobre bons achados e também sobre moda e cosméticos para a mulher real, que rala o dia inteiro e não tem rios de dinheiro !

9 Comentários para “#EconoCrônica – Pesando a Mão no Photoshop

  1. Você deve ter visto minha foto “sem barriga” no insta né?!
    Pois bem….
    Estou achando que a galera já passou dos limites em edição de fotos, pra você ter ideia já vi foto de cachorro editada e a galera ainda comenta: que linda!!!

  2. Eu nem sei usar o Photoshop também e também prefiro. Prefiro ser assim, do jeito que sou. Assumi meu cabelo volumoso (parei com o secador, raramente uso), assumi meu corpo, assumi o jeito que sou. E quer saber? Me apaixonei assim, sendo do jeito que sou. Quero viver a vida estando bem comigo mesma… Claro que eu gosto de usar peças de roupas que me favoreça ou make que me deixe mais bonita, mas uso do jeito que quero. Adoro aquela marca “Quem disse, Berenice?” Todas as vezes que tentam me limitar, penso “Quem disse, Berenice?” e faço do meu jeito. O amor mais belo é o amor-próprio, e para a beleza do amor-próprio não há photoshop…

  3. Concordo muito com vc sobre esse uso deliberado de photoshop & afins! Hoje tem app que dá um up na pessoa no próprio iPhone, então nem precisa ligar o computador… A gente acaba se vendo estranha e deixando de se gostar por tomar como referência imagens de pessoas que muitas vezes nem são desse jeito na vida real!

    Amei a econocrônica, quero ler mais 🙂

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